quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PERIGO DA MINHA VIDA!

Estava eu, como todos os dias, na estação á espera do comboio para ir para o colégio, digamos que áquela hora da manhã, estou lá quase sozinha, até que aparece um homem, agarra-me no braço e me sussurra com voz grossa e assustadora "vem comigo, não grites, senão é pior para ti", eu fiz o que ele me pediu, confesso, nunca tive tanto medo na minha vida, as lágrimas caiam-me constantemente, mas eu quanto mais chorava, mais o ele gritava comigo, mandava-me calar...
Ele fechou-me na mala do carro, arrancou a grande velocidade, depois, passado um tempo, parou, tirou-me fora do carro, levou-me para um barracão frio e assustador, cheio de sangue no chão, amarrou-me, espancou-me, e ameaçou acabar com a minha vida, eu com medo, chorava, desesperadamente, perguntava porque me estava a fazer aquilo, visto que nunca fiz mal a ninguém, pelo menos nada que justificasse tal coisa -.-
Passadas várias horas, o meu telemóvel começou a tocar, tocava, tocava, até que fiquei sem bateria, eu já rouca de tanto gritar, implorei que me deixasse sair dali, mas eu falava, ele batia-me, eu chorava, ele batia-me, eu quase nem podia respirar sequer, fez-me um enorme corte no pescoço. Depois de me manter fechada naquele horrendo local, durante dois dias, sem comer, sem beber, sem dormir, apenas era maltratada, o homem, pegou-me pelos cabelos e pôs-me á beira da estrada, eu ali. sentada no chão a gritar por socorro, onde ninguém me ouvia, não tinha bateria no telemóvel, não passavam carros naquele caminho, o que haveria de fazer?
Fui rastejando, visto que não me segurava em pé, até que passou um carro, e me ajudou, não quis ir á policia, não quis ir ao hospital, só queria ir para casa... Cheguei a casa, a minha mãe ia discutir comigo pelo susto que lhe causei, pelo meu desaparecimento, até que olhou para mim, e com a voz a fraquejar me perguntou "minha filha, o que te aconteceu?", eu apenas quis trancar-me no quarto sem falar para ninguém...
Agora, passados alguns meses, ainda sou incapaz de sair de casa sozinha, com medo de ter de voltar a lutar tanto para continuar a viver !

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